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Nada é Tão Clichê 

Alice Yura | 2013 | Vídeo performance | 25'37''


Quando o peso daquilo que construímos nos leva a uma exaustão, seríamos capazes de permanecer? Continuaríamos sendo as mesmas pessoas? Afinal, criamos significados e repetimos incansavelmente ele até o limite; talvez o limite seja nosso grande interesse. Mas o limite do quê? De nós ou daquilo que criamos?

Anatomia Feminina

Alice Yura | 2019 | Vídeo Performance | 25'37'' | Classificação Indicativa: 18+

A proposição de utilizar ou não um alfinete para fixar um filete de papel escrito FEMININO e escrever junto a essa palavra alguma outra que crie ou remeta a um significado para ela, é o disparador da performance decidido individualmente por cada pessoa do público. Com isso meu corpo 

junto a essa decisão individual constrói o sentido da obra, no qual o feminino se constrói também em um corpo transexual e a partir dele se dilui e generaliza com as palavras escritas - que ora remetem a opressões e violências e ora com enaltecimentos ligados ao feminino. No fim o corpo se torna uma rede semântica e também se constrói enquanto um corpo feminino com os significados trazidos pelo público.

Famosos em Passeio

Coletivo | 2003 | Ep. Extra | 23'

Famosos em passeio é o registro da performance criada a partir da instalação da A Revolução Não Será Televisionada na exposição do festival Mídia Tática Brasil na Casa das Rosas (São Paulo). Com a instalação criada com displays comerciais de rua, o coletivo convidou os participantes do festival a fazer uma saída com os displays pela Av. Paulista. No último dia do festival foi criada a fogueira de destruição dos displays.

A Revolução não será televisionada

Coletivo | 2002 | Ep. Extra | 25' | Classificação Indicativa: 18+

O episódio extra da A Revolução Não Será Televisionada é uma compilação do episódio 1 ao 5. Foi criado em 2002 e participou de diversas exposições e mostras de arte. Neste episódio temos a participação artística de Bijari Noizyman, Daniel Lima, Hapax, Primitivo Gonzalez, Ricardo Ramalho, Rodrigo Araújo, 

Fernando Coster, Tiago Judas, Hugo Fortes, Giuliano Scandiuzzi, Dionisio Neto e Gabriela Inui.

Da Cabeça às Costas

Helô Sanvoy | 2019 |  Vídeo e objeto com couro de boi e cabelo do artista | 5'32"

Objeto 4 x 96 x 4 cm. “Da Cabeça às Costas”, consiste na confecção de um chicote feito com dois tentos de couro e duas mechas de cabelo do artista, formando uma trança de quatro pontas. O chicote tem sua ponteira trançada com o cabelo ainda na cabeça. Ao final da trança, a parte do cabelo é cortada.

O trabalho é apresentado em vídeo e, ao lado, o chicote.

Ficha técnica

Realização, filmagem e edição: Helô Sanvoy

Coleção: Museu de Arte do Rio - MAR. Rio de Janeiro - RJ.

Estão Sendo Tecidos

Helô Sanvoy | 2018 | 16'42"

"Estão Sendo Tecidos” consiste no registro (com estética caseira) em vídeo da mão do artista, Maria Conceição, trançando seu cabelo. Durante esse período ela conversa com o artista e sua companheira Dheyne de Souza, sobre acontecimentos de sua infância e assuntos diversos, como o trabalho em diferentes lavouras, o convívio e os costumes da família, a

convivência com descendentes de escravizados e pessoas que viveram nessa situação, as condições de trabalho, a dificuldade da vida no interior, o cuidado com o corpo e com os cabelos, entre outras questões. O vídeo da feitura das tranças é mesclado com trechos de vídeos em que as tranças ainda na cabeça são enterradas em um ambiente rural.

Ficha técnica

Realização e edição: Helô Sanvoy

Filmagem: Dheyne de Souza

Participação: Maria Conceição, Dheyne de Souza e Helô Sanvoy

Refazendo Mitos

Helô Sanvoy | 2019/20 | Registro de Ação | 5'13"

A ação realizada em 4 de fevereiro de 2020 consistiu em provocar uma chama temporária, com tecidos encharcados com material inflamável, no Monumento ao Anhanguera, localizado em frente ao Parque Trianon na Av. Paulista em São Paulo - SP. Chama essa que seria um invocativo de uma das narrativas da origem do nome “Anhanguera” (do tupi "diabo

velho" ou "espírito maligno"), nome dado a Bartolomeu Bueno da Silva (pai) pelos indígenas Goyazes na região que se tornaria Goiás, quando o bandeirante ameaçou colocar fogo nos rios da região. Para demonstrar sua capacidade, colocou fogo em uma vasilha cheia de cachaça, com a premissa de ser água. O ato de colocar fogo na cachaça, inicialmente, foi realizado pelo bandeirante Bento Pires Ribeiro e, posteriormente, foi atribuído ao Anhanguera através de narrativas populares.

Ficha técnica

Realização e edição: Helô Sanvoy

Filmagem: Lilian Amaral, Clarisse Tarram, Helena Tourinho.

Devir Cósmico

Lua Cavalcante | 1'12"

Ficha Técnica

Produção e edição: Lua Cavalcante

Simpatia para o bem querer

Lua Cavalcante | 4'46"

Ficha Técnica

Produção e edição: Lua Cavalcante

Música: Uanga - Luedji Luna - Lande Onawale

Como Erguer Baronatos

Priscila Rezende | 2018 | Performance | 120"

A performance “Como erguer baronatos” faz parte de uma série de performances que investigam o enriquecimento de impérios a partir da produção e comercialização de commodities utilizando mão de obra negra escravizada em períodos coloniais. No trabalho citado, o café, também chamado uma vez de “ouro negro”, é utilizado para rememorar as 

condições em que se deu o cultivo deste produto no Brasil, que não só alavancou o desenvolvimento da economia brasileira durante o século XIX e início do século XX, como concedeu à muitos ascensão nobiliárquica, lucros, heranças e consequências refletidas até a atualidade.

Deformação

Priscila Rezende | 2015 | Performance | 20'

Quando as imagens que nos cercam cotidianamente não se assemelham aquela que nos é refletida frente a frente, o externo e interno se debatem em um conflito constante, de forma ora silenciosa e inconsciente, ora caótica, agressiva e dolorosa.

Abrigo

Coletivo TresPe | 2020 | Performance | 7'

O vídeo é o registro da performance Abrigo que consiste em duas mulheres sentadas diretamente no chão, uma de frente para a outra usando vestidos idênticos. Entre as pernas entrelaçadas os vestidos se fundem criando um abrigo para o peixe** que navega em uma poça de água que se forma nas dobras dos vestidos sobrepostos. Imóveis e 

quietas elas observam o peixe beta nadando sobre suas pernas. O peixe vermelho ora se revela ora se esconde nas pregas do vestido. A performance tem o tempo mínimo de 4 horas, sem tempo máximo previsto. ** O peixe é vivo e não sofre nenhum mal trato, retornando ao seu aquário após a performance.

Cala boca já morreu

Coletivo TresPe | 2011 | Performance | 15'

Cala boca já morreu: O vídeo trata do registro da performance cala boca já morreu, que apresenta uma mulher com um envelope pardo envolto em sua cabeça sentada em um banco. Ela permanece imóvel do pescoço para baixo. A performer sutilmente inicia um leve movimento com a língua sob o envelope para se libertar do material que a reprime.   Aos

poucos o papel burocrático é quebrado até o surgimento da língua, o buraco aumenta até revelar o seu rosto.

Pedra Fundamental

Pietra Souza | 14'40" | Libras

Se forma através de memórias dolorosas e esperançosas diante do movimento. O fundamento do espetáculo-filme se constitui através dos passos antológicos do Traveco em movimento de trança à episteme de Exú; através de reflexões e tentativas de mudança na perspectiva das comunidades de terreiro.

Ficha técnica

Direção e narração: Pietra Sousa

Direção de fotografia e still: Lucena

Produção Geral: Coral Produções e Cinthia Santos

Assistente de producao 1: Maalik Franco

Assistente de producao 2: Ed Sa

Instrumental: Elton Ty Ode

Apoio: Ana Caroline

Pietra para Exposição Transfuture

Pietra Souza | 3'56"

Terra de coração

A ideia pode ser pensar extensão de corpo ou extensão de mundo. Não é sobre desconectar a terra do que vem dela ou quem vive nela , mas trazer uma ênfase nos pareceres.

Parecença.

Não é sobre coincidência, e sim uma conjuntura posta com intenção, semelhança ou até certeza.

Umbigo-coração-flor da bananeira como poética representante do coração, do sentir e do nutrir.

Na concha alguns aconchegos,

algumas responsabilidades,

constante cuidado, prisões,

e desde sempre segurança.

Nasce uma plantinha no cocô de cavalo.

O cabelo, eu corto

e costuro

aos retalhos-devires

da contradição.

Ficha técnica

Texto, voz, edição de áudio e performer: Pietra Sousa

Direção de arte, gravação e edição de vídeo: Lucena M.

Vão

Rubiane Maia | 2020 | Performance | 58'

Vão é uma ação experimental construída a partir da manipulação de diferentes objetos de metal enferrujado que possuem orifícios e/ou forma de tubo. Na sua maioria, peças coletadas numa importante área geológica no sudeste da Inglaterra. Um local, onde a natureza e a biodiversidade se fundem com numerosos resíduos e intervenções humanas de outros tempos. Sobretudo, o núcleo desta 

proposta está no contato sensorial com uma matéria inorgânica em estado de decomposição, que na sua singularidade é capaz de reter fragmentos de memória de um ponto de vista não humano. A escolha por objetos constituídos por espaços vazios no interior de blocos sólidos se dá pela intenção de trabalhar com as aberturas ou buracos. Nesse contexto, essas lacunas funcionam como ‘portais’; zonas intermediárias que fazem a passagem, a transferência e a propagação de 'informações' ocultas e segredadas. O dentro e o fora. Através do contato, do gesto, do sopro e do manuseio desses objetos, essa performance busca estabelecer um elo sensível de comunicação entre dois corpos – um humano e outro inanimado – por meio do som. Um exercício de canalização, na qual, emergem certas frequências, vibrações e sonoridades. Filmado em Barcelona/Espanha,

Linha D'água

Rubiane Maia | 2021 | Performance/Ritual | 10'

Linha D'Água é um projeto composto por duas ações: uma realizada por mim, e outra desenvolvida na forma de uma instrução para outros [a ser executada por qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo]. Inicialmente, trata-se de uma resposta poética ao convite de Co-sentir com algumas das afirmações presentes no texto Co-sentindo com Ternura Radical, escrito por Dani d'Emilia e Vanessa 

Andreotti, com base no seu trabalho com o coletivo Gestos Rumo a Futuros Decoloniais. Por outro lado, é necessário tornar visível a dimensão íntima e afetiva que forma a base desse projeto: o fato de ser uma pessoa que vive, e que sempre viveu em ilhas, tem me revelado uma espécie de conforto e familiaridade com o fato de ter o Mar sempre ao alcance dos meus olhos. A sua fluidez, as suas cores, o seu temperamento mutável, o brilho que incide sobre a sua superfície translúcida. Em ambas ações, o encontro com o Mar é o ponto de partida. Na tradição Yoruba, nos poemas do ‘Ifá’, Olokun é o nome da divindade que governa os mares e oceanos, sendo considerado o primeiro grande espírito a habitar a Terra com sua imensidão, beleza e mistério. Por vezes, surge representado como mulher ou homem metade peixe, às vezes apenas como um ser andrógino. No entanto, para além de qualquer forma Olokun se traduz numa força que amalgama toda uma cosmologia subaquática das profundezas do Oceano. Neste sentido, 'Linha D'Água' surge como um gesto de busca por aproximação e contato com esse arquivo ilimitado de memória das águas salgadas. E com tudo aquilo que as ondas trazem para nós à beira Mar, numa proposta que se cruza na criação de uma atmosfera física, conceitual e ritualística.

 

E ainda, a subida e a descida das marés em conexão com as fases da lua. Esse fluxo e refluxo que foi um dos primeiros fenômenos celestes analisados para a previsão climática e composição de um sistema de divisão do tempo. Por isso, a escolha por estender o tempo das ações em conexão com as marés. Sendo a primeira, realizada durante oito horas seguidas, e a segunda com a sugestão de aproximadamente seis horas.

Vídeo 360 | Estéreo | Colorido (1˚ Publicação na Revista Arts Everywhere, Canadá). Folkestone, Reino Unido, 2021.